II Colóquio Caminho de Santiago
A Casa das Artes e Cultura do Tejo, em Vila Vela de Ródão, é palco do II Colóquio dedicado ao “Caminho de Santiago – Via Portugal Nascente”, no dia 22 de outubro.
Nesta 2ª edição, “Sinalizar – Caminhar – Receber” é o tema do leque de comunicações apresentadas por diversos palestrantes provenientes de todo o País.
O Caminho de Santiago tem vindo a conquistar uma assinalável projeção, sobretudo, desde que, em 1987, o Conselho da Europa o reconheceu como “Primeiro Itinerário Cultural Europeu” e a UNESCO inscreveu o “Caminho Francês de Santiago” na lista de Património da Humanidade, em 1993.
O número de peregrinos tem crescido exponencialmente, com abrandamento apenas nos últimos 2 anos devido ao contexto pandémico.
Segundo as estatísticas disponibilizadas pela Oficina do Peregrino de Santiago de Compostela, em 2004 foram registados quase 180 mil peregrinos, aproximando-se dos 350 mil em 2019.
O trajeto mais conhecido e também o mais frequentado é o “Caminho Francês”, todavia, o Caminho Português, nas suas variantes, afirma-se como o 2º em número de peregrinos e parece continuar a conquistar cada vez mais adeptos.
Ainda de acordo com as estatísticas fornecidas pela Oficina do Peregrino, em 2004, palmilharam o Caminho Português cerca de 16 mil peregrinos, correspondente a quase 9% do total, saltando esse número para os 95 mil, em 2019, representando 27% do número total de peregrinos.
É neste contexto de procura crescente do Caminho Português que confere oportuna a projeção da Via Portugal Nascente, integrada no caminho Interior Português, ligando Tavira a Trancoso, onde entronca com o chamado Caminho Torres, que tem início em Salamanca, e que foi inaugurada, em maio de 2018, com a participação simbólica do Presidente da República.
Foi nesse mesmo ano que a Confraria dos Caminhos tomou a iniciativa, em concertação com a Associação Via Lusitana e as Câmaras Municipais respetivas, de promover a sinalização deste trajeto no território dos Municípios de e de Castelo Branco.
Foi ainda nesse ano que a Associação Desportiva e Cultural dos Amarelos contribuiu para aquilo que poderá vir a ser a rede de albergues na região, disponibilizando e adaptando as suas instalações para utilização dos peregrinos que escolham a Via Portugal Nascente, a qual já conta igualmente com o albergue na Póvoa de Rio de Moinhos.

