Executivo municipal reúne em Perais
A 2ªreunião pública descentralizada do executivo da Câmara Municipal de decorreu, no dia 14 de abril, na Junta de Freguesia de Perais, e contou com a presença de vários munícipes que exprimiram as suas preocupações e questionaram os eleitos municipais sobre assuntos relacionados com a freguesia.
Sobre a prestação de contas de 2022, o presidente da Câmara Municipal de , Luís Pereira, sublinhou que “o orçamento da receita registou um valor global de 11 milhões 930 mil 865 euros, representando um acréscimo expressivo de 15,82%, em relação a 2021, tendo as receitas correntes sofrido um acréscimo de 7,5% e as receitas de capital um decréscimo de 52%.
As outras receitas registaram um acréscimo significativo, reflexo das execuções de rigor orçamental nas várias gerências anteriores da Câmara Municipal, o que lhe permitiu criar uma poupança e dispor desse valor, de reservas acumuladas, que alimentou o orçamento de 2022”.
Segundo o autarca, o equilíbrio orçamental corrente do Município “tem vindo a crescer, tendo-se registado, em 2022, o maior valor do quadriénio de 116,65%, o que significa que se verificou uma poupança corrente que poderá incrementar as despesas de capital”.
Acrescentando que, relativamente ao último quadriénio, 2022 foi o ano em que se fez mais investimento na Câmara Municipal, Luís Pereira destacou que foi “conseguido à custa dos capitais próprios, sem necessidade de recorrer a empréstimos, e graças a um quadro de rigor e capacidade de execução, para o qual contribuíram o executivo e os funcionários municipais”, a quem deixou uma palavra de apreço.
De entre os temas abordados durante o período de intervenção dos munícipes, destacaram-se, os problemas de baixa pressão da água da rede pública em Perais, que a Câmara Municipal procurou resolver, através da instalação de uma bomba para aumento de pressão, solução que, apesar de ter melhorado a situação, na maioria dos casos, de acordo com alguns munícipes, não foi suficiente para resolver o problema em todas as ruas.
Em resposta aos munícipes, Luís Pereira esclareceu que embora já muito se tivesse evoluído, a situação não estava ainda totalmente resolvida, informando que “o sistema instalado irá ser acompanhado e estudada a sua evolução, para se poder ir aumentando, gradualmente, a pressão, através do incremento de pressão na bomba”.
A falta de funcionários no Agrupamento de Escolas de para assegurar o acompanhamento das crianças do ensino pré-escolar, sobretudo, ao início e final do dia, e a falta de vagas na Creche da Santa Casa da Misericórdia de para crianças dos 0 aos 3 anos foi outra das preocupações levantadas pelos munícipes.
Sobre as questões relacionada com a educação, o autarca explicou que, no 1º caso, embora o Município seja responsável pela contratação do pessoal não docente, a gestão do pessoal é da responsabilidade do Agrupamento de Escolas, pelo que a questão deveria ser colocada junto desta entidade, a quem competirá dar a resposta adequada, acrescentando, no entanto, que o Município disponibiliza um rácio de funcionários superior ao exigido e tem sempre tido a preocupação de ir ao encontro das necessidades do Agrupamento.
No que respeita à necessidade de criar novas salas na creche da Santa Casa da Misericórdia para responder à falta de vagas, Luís Pereira esclareceu que “essa situação já foi sinalizada, inclusivamente junto da senhora Ministra do Trabalho e da Segurança Social, que manifestou a disponibilidade e empenho para ajudar a resolver a situação”, assegurando que está a ser encontrada uma solução que envolve a Câmara Municipal, a Santa Casa da Misericórdia e a Segurança Social de Castelo Branco.
“Se há entidade que se tem empenhado em encontrar espaços alternativos para avançar com as obras necessárias que permitam à Santa Casa aumentar a sua capacidade de resposta é a Câmara Municipal, pois não faz sentido estarmos a convidar famílias para virem trabalhar e morar em Vila Vela de Ródão e depois não lhes darmos alternativa onde deixar os seus filhos”, explicou o edil, apelando aos pais para que façam chegar as suas preocupações junto das entidades responsáveis, de modo, a que estas possam ter noção da emergência desta necessidade.

