"Virgem Mãe" na Covilhã

"Virgem Mãe" na Covilhã

Peças em pasta de papel no Museu de Arte Sacra
O Museu de Arte Sacra da Covilhã inaugura esta sexta feira, dia 10, às 21H00, a exposição intitulada “Virgem Mãe” que vai ficar patente até ao dia 13 de maio.
Uma coleção de cerca de 20 peças em pasta de papel, da autoria de Íris Fonseca, que contempla várias formas originais de homenagear a Virgem Maria, mãe de Jesus, além de formas de colorir as esculturas com pigmentos naturais. Aliás, a preocupação ambiental é uma constante nos trabalhos de Íris Fonseca.
Recicla-se não só o papel, mas também materiais elétricos que dão origem ao cabelo de uma ou outra escultura.
Na policromia, as tintas acrílicas vão-se misturando, cada vez mais, com pigmentos detidos a partir de rochas da região.
Em Portugal, onde a madeira sempre foi rainha, o papel mâché teve também o seu lugar.
Entre os séculos XVIII e meados do século XX, muitos santeiros e oficinas trabalharam este material.
Da Covilhã saíram, recentemente, alguns nomes que se impuseram no panorama artístico nacional com trabalhos em pasta de papel, como é o caso de Rosa Fazenda ou de Mag.
Íris Fonseca, uma artista luso brasileira que se instalou há pouco tempo na cidade da Covilhã, apresenta, agora, um promissor trabalho através da exposição “Virgem Mãe”.

Iraildes Fonseca é luso-brasileira, encontrando-se radicada em Portugal desde 2002, onde começou a desenvolver as suas obras a partir da técnica de papietagem, à qual foi acrescentando outras formas de expressão, como a modelação com pasta de papel reciclado.
Amante da natureza e natural respeitadora do meio ambiente, a artista cria pigmentos a partir de minerais extraídos dos cursos de água do rio Zêzere, ribeira do Paul e ribeira de Unhais da Serra, mesclados com pigmentos industriais.
Pela exclusividade da técnica que desenvolveu, Íris é já uma referência na região.
Outros materiais como a madeira, o metal, o tecido, o plástico e o poliestireno, o guardanapo de papel e o filtro de café são utilizados, também, nas suas obras.
Para além da natureza, a figura feminina e a religião são temáticas centrais na dinâmica da sua produção artística.

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