Covilhã e Fundão

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Bloco recusa exploração mineira na Argemela
A Comissão Coordenadora Distrital de Castelo Branco do Bloco de Esquerda sobre os novos acontecimentos na intenção de se proceder a exploração mineira na serra da Argemela manifesta “grande preocupação” ao saber de um 2º pedido que deu entrada na Direção Geral de Energia e Geologia, em novembro por parte da empresa PANNN – Consultores de Geociências, para a serra da Argemela”.

Divulgado na página eletrónica da DGEG um Plano de Lavra intitulado de “exploração experimental”, a área em causa neste 2º pedido ronda os 7,8 hectares, localizados exclusivamente na União de Freguesias de Barco e Coutada (Covilhã), área que se inscreve na do 1º pedido, solicitado à DGEG em Fevereiro de 2017, de 403,71 hectares.

Embora em ambos os pedidos se tratem de explorações mineiras a céu aberto, “se este 2º pedido for aprovado, a exploração mineira a título experimental será dispensada de Estudo de Impacte Ambiental, pois o mínimo exigido por lei são 25 hectares, situação que desencadeará a implantação da exploração mineira na Argemela e, muito provavelmente e no seguimento, o alargamento gradual da área de exploração, afirmação que assenta no facto de, neste novo pedido, constarem claras intenções de novas prospeções e alargamento da área de exploração, tudo isto sem a exigência de apresentação de Estudo de Impacte Ambiental e, pelo que entendemos, sem pedido de licença para novas prospeções, o que para nós representa um duplo e claro contorno à lei”, refere o Bloco de Esquerda.

Em março de 2017, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda já tinha questionado o Governo, acerca da intenção de ser instalada uma exploração mineira na serra da Argemela, nos Municípios do Fundão e da Covilhã.

Em fevereiro de 2018, a Assembleia Municipal do Fundão reafirmou a posição que sempre foi defendida pelos autarcas e pela população da região, “de repúdio total ao projeto de exploração mineira na serra da Argemela”.

No final de janeiro do mesmo ano, a Câmara do Fundão também aprovou, por unanimidade, o processo de classificação do Castro da Argemela como imóvel de interesse municipal.

Em Março, realizou-se um cordão humano contra esta ameaça ao património e ao ambiente, promovido pelo Grupo “Pela Preservação da Serra da Argemela” e pelas Juntas de Freguesia da União de Freguesias de Barco e Coutada, no concelho da Covilhã, e de Lavacolhos e Silvares, no concelho do Fundão.

Diz ainda o Bloco que “o impacto para a saúde do avanço deste projeto far-se-ia sentir através da inalação de partículas soltas, a exposição a vibrações e ruído constante; a exposição a metais pesados e águas contaminadas, que ameaçariam o rio Zêzere.
Por outro lado, o facto de se tratar de uma mina a céu aberto implica a destruição da serra, da fauna, da flora e do património arqueológico ali situado”.

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