Bombos vão ser inventariados
O Município do ultimou e vai submeter o processo de inscrição da construção de bombos e caixas, no concelho do , no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
A construção deste tipo de instrumentos, saber presente em várias aldeias, registada pelo menos desde finais do século XIX, encontra-se ameaçada, colocando em causa o futuro deste símbolo do , presente em cenários religiosos e festivos, como a típica Romaria de Santa Luzia do Castelejo, ou em atuações dos agrupamentos folclóricos do concelho.
Com efeito, apenas 6 artesãos construtores de bombos e caixas exercem o seu saber no concelho do .
Para Alcina Cerdeira, vereadora da Cultura da Câmara do , esta inscrição “é um desafio e uma responsabilidade que terá de ser partilhada entre a Autarquia, as Juntas de Freguesia, os artesãos e outros agentes culturais. O que está em causa é o previsível desaparecimento de uma das manifestações mais singulares da nossa identidade musical tradicional”.
Segundo a autarca, processo de inscrição desta tradição do Património Cultural Imaterial inscreve-se “num projeto mais alargado de criação de um centro de investigação inserido na realidade museológica Casa do Bombo, em Lavacolhos, cumprindo-se, assim, a firme vontade de estudar e de salvaguardar o rico património imaterial do concelho, considerando ter essa obrigação cultural com as próximas gerações”.
Paralelamente à inscrição está a ser elaborado um programa de ação que contempla o surgimento de uma pedagogia de preservação deste tipo de património junto da comunidade escolar e do público.
Segundo Alcina Cerdeira, “a Escola do Bombo está para breve”.
