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O castelo de Castelo Novo
A Real Associação da Beira Interior organizou uma palestra, no dia 26 de março, subordinada ao tema “Ordem dos Templários – Castelo Novo Terra Templária”, sendo oradores convidados os professores, investigadores e historiadores Hermínio Esteves e André Gonçalves, num evento que teve o apoio da Junta de Freguesia de Castelo Novo.

Além dos oradores e 3 dezenas de pessoas, esteve presente a presidente da Junta de Freguesia de Castelo Novo, Maria de Jesus Abelho, a presidente da Real Associação da Beira Interior, Elisa Vasconcelos e Sousa, o representante da Raia Gerações, Carlos Gomes, o Grão-Prior de Portugal da Ordem Templária da OSMTH – Paris, Francisco Moção Leão, o comendador de Ovar da Ordem Templária da OSMTH – Paris, Luís Mieiro, o Grão-Prior de Portugal da OSMTH – Confederação Helvética, Fernando Castelo Branco, e o Grande-Secretário de Portugal da OSMTH – Confederação Helvética, Miguel Nascimento.

Para Hermínio Esteves é provável que “a Ordem dos Templários tenha chegado o atual território de Portugal em 1125 com a condessa Teresa de Leão, 3 anos antes da oficialização da Ordem em 1128.

Em 1125 a Ordem dos Templários terá recebido as primeiras doações; em 1126 terá recebido a Vila de Ponte da Arcada e mais 17 doações da nobreza; 14-IV-1128 doação do Castelo de Soure (local onde pode ter sido a sede da Ordem no Condado Portucalense até 1147); em 1129 Hugo de Payns (1º Grão Mestre da Ordem dos Templários) insiste com S. Bernardo de Claraval para escrever o sermão de exortação ao ingressar na Ordem, D. Afonso Henriques aparece documentado como Irmão da Ordem do Templo; carta da confirmação da doação de Soure em 13 de março de 1129; 1147 conquista de Santarém, com esta conquista (reconquista) D. Afonso I faz doação de terrenos aos Templários e à Ordem de Cister.

A sede da Ordem que estava em Soure, passa para Santarém; ainda em 1147 os cavaleiros Templários participam nas batalhas de Santarém, Lisboa, Sintra, Almada, Palmela, Alcácer dos Sal, Évora e Beja.

Em 1209 Fernando Sanches faz a doação de Vila Franca da Cardosa aos Templários; em 1214, provavelmente, D. Afonso II faz nova doação de Vila Franca da Cardosa (este terreno havia sido revertido para a Coroa).

A presença Templária no atual distrito de Castelo Branco foi muito acentuada nos séculos XII, XIII e XIV.

Castelo Novo, terra que terá existido antes do século XIII, uma vez que o castelo se encontra referido num testamento de D. Pedro Guterres em 8 de janeiro de 1221 como no Foral de Lardosa. Encontra-se ligado ainda à presença da Ordem do Templo na região, razão pelo qual alguns historiadores atribuem a sua edificação ao Mestre Gualdim Pais no reinado de Sancho I (1185-1211)”.

Para André Gonçalves “em 1202 Pedro Guterres fez a doação, em testamento, da terça parte de Castelo Novo aos Templários.
O castelo havia sido construído no século XIII, tendo mais tarde obras, no reinado de Dinis I; 1372, o castelo sofreu danos com a passagem dos exércitos de Henrique II de Castela; no início do século XVI o castelo encontrava-se novamente degradado, tendo tido melhorias em 1537; no século XVIII o castelo apresentava novamente danos, alguns devido ao terramoto de 1755; no século XIX a muralha na frente norte e poente foi destruída para a construção de casas junto ao castelo; no século XX houve uma tentativa de recuperar o castelo, mas sem êxito; em 2003 a DGEMN, em colaboração com a Câmara Municipal do , apresentou um projeto de revitalização do castelo”.

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