A empresa promotora do projeto de instalação de um parque solar na Serra da Gardunha recusou o convite da Assembleia Municipal de Castelo Branco para apresentar e esclarecer os contornos do investimento junto dos deputados municipais.
A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, durante a reunião da Assembleia Municipal, onde reiterou a oposição do município à localização prevista para o projeto.
Segundo o autarca, o grupo investidor apresentou inicialmente a intenção de desenvolver um parque híbrido, com componente solar e eólica, sem indicar a localização. Apenas mais tarde o município percebeu que o projeto incidia sobre a Serra da Gardunha, tendo manifestado desde logo a sua discordância e sugerido a procura de alternativas.
Leopoldo Rodrigues afirmou ainda que, na reunião realizada a 26 de junho com representantes da empresa, a posição do investidor se manteve praticamente inalterada. O autarca revelou igualmente que a empresa foi convidada a participar na Assembleia Municipal para apresentar o projeto, mas recusou o convite.
Durante a sessão, vários deputados municipais manifestaram preocupação com a falta de informação disponível sobre o investimento, considerado de grande impacto para o concelho.
O presidente da Câmara voltou a defender que “a Gardunha é um santuário que importa preservar” e mostrou-se disponível para convocar uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal dedicada exclusivamente à análise deste projeto, admitindo voltar a convidar a empresa para participar.
O projeto prevê a instalação de um parque solar e eólico nas proximidades da Serra da Gardunha, representando um investimento estimado em cerca de 1,2 mil milhões de euros.
Fonte Lusa
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