A multinacional britânica promotora da central solar fotovoltaica Sophia promoveu 13 sessões para recolha de contributos e três sessões de esclarecimento em antecipação à consulta pública sobre o projeto reformulado que terminou na quarta-feira.
Um dia após terminar a segunda consulta pública da central solar fotovoltaica Sophia que abrange os concelhos do Fundão, de Idanha-a-Nova e de Penamacor, na Beira Baixa, distrito de Castelo Branco, a Lightsource bp disse estar a reforçar o seu compromisso de diálogo com o território.
“Em antecipação da nova consulta pública, promovemos ainda 13 sessões de recolha de contributos, com cerca de 120 participantes, e três sessões de esclarecimento sobre o projeto reformulado, com cerca de 150 participantes”, referiu, em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a promotora do projeto.
Em setembro, a multinacional britânica promotora da central solar fotovoltaica Sophia reduziu a capacidade instalada do projeto em 34% na reformulação que submeteu à autoridade de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).
“Relativamente à capacidade instalada, é feita uma redução de 34%, de 867MWp (Megawatt pico) para cerca de 573MWp. Neste contexto, a área vedada do projeto é reduzida em 32% e o número de núcleos vedados diminui de 44 para 22, uma redução de 50%”, explicou a Lightsource BP na informação disponibilizada à agência Lusa.
O projeto inicial abrangia os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, e uma capacidade instalada de 867 MWp.
A área ocupada do projeto por módulos fotovoltaicos era de 390 hectares, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada.
O período de participação na consulta pública que terminou na quarta-feira iniciou-se no dia 08 e constituiu uma nova oportunidade para cidadãos, associações, autarquias e outras entidades apresentarem os seus contributos e observações sobre a proposta reformulada para o projeto da central solar.
“Esta etapa dá continuidade ao processo de escuta e envolvimento com o território que tem acompanhado o desenvolvimento do projeto. Desde 2020, foram contactadas mais de 60 entidades, realizadas cerca de 160 reuniões e trocadas aproximadamente 560 comunicações com autarquias, juntas de freguesia, agricultores, associações, agentes económicos e movimentos cívicos”, vincou a promotora.
A Lightsource bp frisou ainda que os contributos recebidos, os pareceres das entidades competentes e o trabalho técnico e ambiental realizado estiveram na base da reformulação significativa do projeto e procuraram dar resposta às principais preocupações identificadas pelas comunidades.
Texto: Lusa
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