O Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, divulga publicamente, o seguinte comunicado:
“Soube esta semana que vou ser submetido a julgamento, num processo de investigação criminal sobre a minha pessoa, pelo que venho prestar publicamente os seguintes esclarecimentos.
Enquanto decisor político, há mais de 21 anos, encaro com naturalidade o escrutínio dos meus atos, seja ele de que natureza for. É algo a que já estou habituado. Ao longo destes anos, foram efetuadas várias acusações anónimas, que se escondem na cobardia desse anonimato, e que não são mais do que meras instrumentalizações políticas da justiça, pois surgem em proximidade com as eleições, às quais me tenho vindo a recandidatar, com um objetivo político, ávidos de que uma notícia “bombástica” possa condicionar o escrutínio do povo.
Nenhuma dessas denúncias produziu os efeitos desejados pelos seus autores, desprovidas de qualquer fundamento, acabam liminarmente arquivadas e o escrutínio do povo, que com sabedoria tem distinguido a verdade da mentira, tem-me sido sempre favorável. No entanto, por vezes o arquivamento dos processos não se verifica sem previamente se efetuarem buscas nos edifícios do Município, cujas notícias aquecem o coração dos denunciantes.
Tenho respondido a estas situações sempre com transparência e colaboração. Estou seguro de que durante a minha vida política sempre agi convicto da legalidade e idoneidade das minhas ações.
No entanto, sou consciente que a (des)informação na nossa sociedade digital de hoje em dia, onde os títulos e os chavões são produzidos de forma a criar uma reação quase visceral aos leitores e para serem consumidos por estes de forma instantânea e ligeira, toldará a opinião pública, com prejuízos irreparáveis para a minha imagem pública.
E por isso, é importante ir para além do imediatismo dos títulos e esclarecer o que verdadeiramente está em causa neste processo crime.
As autoridades analisaram toda utilização de viaturas do Município de Idanha-a-Nova, por parte da minha pessoa.
Essa análise incidiu sobre a utilização de viaturas do Município ao longo de vários anos, tendo o investigador concluído que, em duas ocasiões, terá existido um uso ilegítimo das mesmas. A meu ver, como prioridade nessas duas deslocações estavam os interesses públicos do Município de Idanha-a-Nova, conforme provas que apresentei e reforçarei na fase de julgamento.
Uso esse que, segundo o Ministério Público, consubstanciaria a prática de 4 crimes e lesaria o património do Município de Idanha-a-Nova em cerca de € 200.
Volto a sublinhar que, ao longo destes mais de 20 anos, a minha forma de estar na vida e na política sempre se pautou pela integridade, transparência e dedicação à causa pública, em prol dos interesses para o Município de Idanha-a-Nova e os seus munícipes.
Sempre preservei o património do Município, que agora me acusam de lesar. Todas as utilizações de veículos foram legitimas e, além disso, diga-se, nunca usufruí, apesar do previsto na Lei, de qualquer subsídio ou ajuda de custo ao longo destes mais de 20 anos. Refira-se ainda, que por questões éticas, o meu núcleo familiar nunca usufruiu de benefícios sociais aos quais teria direito. A título de exemplo, os meus filhos nunca se candidataram a quaisquer apoios a que teriam direito por estudarem no ensino superior.
Sempre foi assim, e sempre será assim enquanto estiver na vida política.
Por tudo isto, estou convicto de que demonstrarei a minha inocência”.
Armindo Moreira Palma Jacinto
