Agitação no Executivo da Câmara da Covilhã
Pedro Farromba, vereador no Executivo da Covilhã, desafia o presidente da Câmara da Covilhã a clarificar se é ou não é arguido no processo que envolve a autarquia e a esposa e a cunhada de Manuel Santos Silva, presidente da Assembleia Municipal. com mandato suspenso.
Uma reportagem da revista “Sábado” reativou a questão e levou o vereador do movimento Acreditar Covilhã a desabafar: “entristece-me muito que este tipo de notícias seja publicado; são notícias que envergonham o concelho e os covilhanenses e, de uma vez por todas, devia haver uma afirmação pública, por parte do presidente da Câmara, se é ou não arguido neste processo e, pelas declarações que presta à revista, percebe-se que, alegadamente, o será. Nós fomos os únicos a votar contra essa questão, manifestámos, publicamente, o nosso profundo desagrado em relação ao que aconteceu e notícias destas, numa revista de abrangência nacional, é algo que nos deixa triste, porque envergonham a cidade e o concelho”.
No final da reunião privada do executivo covilhanense, Vítor Pereira limitou-se a dizer que “essa questão não merece um minuto do meu precioso tempo e das minhas energias que são todas canalizadas para a resolução dos problemas dos covilhanenses. Isso é que efetivamente me preocupa e não notícias, artigos de opinião ou boatos. Não faço comentários porque se o fizesse era estar a dar importância a algo que não a tem”.
O caso remonta a novembro de 2014, quando a Câmara da Covilhã deliberou ficar na posse de um terreno por 13 mil e 400 euros, depois de Maria Teresa Silva e Rosa Cruz terem sido condenadas pelo Tribunal da Relação de Coimbra ao pagamento de uma indemnização à Câmara da Covilhã no valor de 260 mil euros. Posteriormente ao acordo as duas “condenadas” interpuseram uma ação nos tribunais contra a Câmara da Covilhã onde exigem o pagamento de uma indemnização superior a 300 mil euros pela expropriação de terrenos para a construção da estrada entre o Canhoso e Vila do Carvalho.
