“A Monarquia do Norte de Portugal“
A Cooperativa Pinacoteca e Associação Raia Gerações organizaram, no dia 19 de outubro, uma palestra subordinada ao tema “A Monarquia do Norte de Portugal“.
O evento teve o apoio da União de Freguesias de Póvoa de Rio de Moinhos e Cafede e da Associação Desportiva, Cultural e Recreativa (ADCR) de Cafede.
O orador convidado foi o alcainense, investigador, escritor e filatelista José Geada Sousa. Estiveram presentes o representante da Cooperativa Pinacoteca e Associação Raia Gerações, Luís Duque-Vieira, e as representantes da ADCR de Cafede, Cecília Rodrigues e Paula Prata.
Uma das coleções de selos e documentos antigos refere-se ao ano da instalação da Monarquia do Norte, no ano de 1919, regime Monárquico que funcionou, entre 19 de janeiro e 14 de fevereiro.
A instabilidade política da I República (1910-1926), que teve o período da República Velha (1910-1917) e a República Nova (1918 com Sidónio Pais) e os últimos anos da República recém-instalada (1919-1926), teve 45 Governos, 40 chefias de Governo e 8 Presidentes da República, as várias fações políticas dentro dos partidos políticos. E permitiu que fosse instalada a Monarquia do Norte de Portugal, após várias incursões Monárquicas organizadas por Henrique Paiva Couceiro.
O regime da Monarquia do Norte teve como capital o Porto, a moeda era o real português, também chegou a cunhar selos, e a bandeira que foi hasteada era a bandeira nacional azul e branca, o Hino Nacional era o da Carta de 1834, sendo criada a legislação e constituição do novo regime que tinha como Presidente da Junta Militar, o capitão Henrique Paiva Couceiro, onde se juntaram personalidades do Integralismo Lusitano, como Aires de Ornelas, Hipólito Raposo, José Avelar Fróis, António Sardinha, João do Amaral, Luís de Almeida Braga, entre outros.
O movimento militar da Monarquia do Norte tentou derrubar, em vão, Lisboa, a partir da serra de Monsanto, Santarém e Beira Alta.
O Rei D. Manuel II, exilado em Londres, não foi a favor da Junta Militar Monárquica, e era a favor de um referendo nacional em que o cidadão podia escolher a forma de regime, Monárquico ou Republicano.
