Trabalhar no Interior pode dar 4.800 euros
O Governo acaba de aprovar um novo programa de apoio financeiro direto para a mudança e instalação em concelhos do Interior do País e as empresas do Interior podem obter majoração nos contratos feitos com desempregados ou emigrantes.
Os trabalhadores que decidam mudar-se para o Interior ou os estudantes que estejam a terminar a formação e queiram iniciar a sua vida profissional nos territórios do Interior vão contar com apoio financeiro direto, gerido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
O programa “Trabalhar no Interior” arranca com um valor base de 2.600 euros, podendo atingir o máximo de 4.827 euros, mediante as despesas de instalação e transporte e o número de membros do agregado familiar.
Também os estágios profissionais realizados no Interior têm a majoração de 10 pontos na comparticipação da bolsa pelo IEFP, e a majoração em 20% do prémio-emprego (conversão do contrato de estágio em contrato sem termo).
Com candidaturas abertas já a partir do 1º trimestre, o programa pretende “criar medidas de discriminação positiva para atrair e fixar pessoas e trabalhadores nos territórios do Interior, apoiando pessoas e empresas”.
Na prática, o incentivo por trabalhador pode ascender a 6.500 euros, já que as próprias empresas podem obter uma majoração de 25%, no âmbito do Contrato-Emprego se, por exemplo, os postos de trabalho criados forem ocupados por desempregados ou se os funcionários chegarem ao Interior por via do programa Regressar, dedicado aos emigrantes.
Também a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, resumiu que este novo programa vai “criar redes de apoio locais e regionais, para conceder apoios financeiros aos trabalhadores, comparticipar custos associados às suas viagens, garantir um acesso mais expedito ao mercado de trabalho e divulgar incentivos dos Municípios do Interior às empresas e às famílias”.
