Um grupo de alunos do Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral, em Belmonte, conquistou o terceiro lugar na categoria “Vídeo” do concurso “Amigos e Amigas do Brasil”. A cerimónia de entrega do prémio decorreu dia 16 de junho e contou com a presença do cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, do cônsul honorário do Brasil para os distritos de Castelo Branco e Portalegre, António Dias Rocha, da direção do agrupamento e das professoras envolvidas.
O trabalho distinguido, intitulado “De Belmonte ao Brasil”, que mostra a diferença do vocabulário utilizado entre os dois países, foi desenvolvido por Nicolas Comin, 15 anos, brasileiro; Davi dos Anjos Coelho, 15 anos, brasileiro; Leonor Santos Gomes, 14 anos, portuguesa; Leonor Neto Ferreira, 14 anos, portuguesa; e Martim Miguel Lourenço Gomes, 14 anos, português, todos alunos do 9.º ano, tendo alcançado o terceiro lugar nacional entre as candidaturas apresentadas na categoria “Vídeo”, destinada a alunos do 9.º ao 12.º ano.
Segundo informação divulgada pela representação diplomática brasileira na capital portuguesa, a iniciativa procurou “incentivar os estudantes a refletirem sobre temas como a amizade entre Portugal e Brasil, a integração, a diversidade cultural e a valorização da
lusofonia, através das categorias de Vídeo, Redação e Pintura”.
Daniel Tomé, diretor do Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral, valorizou o reconhecimento obtido pelos estudantes e destacou a ligação histórica existente entre Belmonte e o Brasil, recordando o significado simbólico da distinção.
“Para nós foi muito gratificante e eu, a nível pessoal, estou muito contente porque Belmonte é uma referência no Brasil. Como costumamos dizer, foi a partir de Belmonte que o Brasil foi descoberto e, portanto, estar a escola sediada no concelho de Belmonte e recebermos um honroso terceiro lugar, para nós foi muito significativo”, sublinhou o diretor, que realçou o espírito de convivência e respeito que caracteriza a comunidade educativa.
“Ficámos extremamente contentes por saber que os nossos alunos estavam a trabalhar para algo que, como eu já disse, somos uma terra muito tolerante. Portanto, nós e o Brasil cá estaremos sempre de mãos dadas”, declarou.
Relativamente ao trabalho desenvolvido pelos alunos, Daniel Tomé elogiou a qualidade da candidatura apresentada.
“Depois de ver o vídeo, acho que está ali uma boa mostra, tivemos um minuto e meio de qualidade. Eu fiquei muito contente e sensibilizado pelos nossos alunos conseguirem fazer uma mini mostra de vídeo alusivo ao programa em si e à candidatura”, acrescentou.
Já as professoras que acompanharam o projeto defenderam o empenho demonstrado pelos estudantes. A professora de Português, Ângela Mendes, salientou que o trabalho distinguiu
o esforço de todos os participantes.
“Foram premiados cinco alunos, embora tenham participado mais alguns, no total foram nove alunos que participaram. Todos têm mérito, embora nem todos tenham o certificado, mas todos participaram, nem que sejam como figurantes, todos fizeram parte deste projeto e todos se dedicaram a 100% e, por isso, recebemos este prémio hoje”, referiu a docente, que sublinhou ainda a forma espontânea como os alunos abraçaram a iniciativa.
“Saiu tudo muito natural e isso para nós ainda foi mais gratificante, saber que eles gostaram de participar neste projeto”, acrescentou.
Já a professora de Filosofia e coordenadora de projetos do agrupamento, Graciete Mateus, explicou a composição da equipa responsável pelo vídeo.
“Os premiados não são todos os alunos do nono ano. Os nove são do nono ano. Depois houve mais dois alunos que pertenciam ao clube de cinema que fizeram a edição do vídeo”, explicou, além de mencionar o ambiente vivido durante a realização do projeto.
“Foi muito gratificante ver a interação entre os alunos, a alegria com que fizeram as filmagens, a boa disposição. Foi muito importante”, concluiu.




