Idanha-a-Nova

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Colóquio Internacional “Rosa-Albardeira
No Dia Internacional da Terra foi organizado o 1º Colóquio Internacional na história de Toulões, tendo como convidadas Jutta Weber, diretora do Geoparque Mundial da UNESCO de Bergstrasse-Odenwald, e Marie-Luise Frey, diretora do Sítio Património da Humanidade de Messel, ambos na Alemanha.

Esta participação alemã neste colóquio e na III Festa da Rosa Albardeira como expositor resulta de uma parceria com o Geopark Naturtejo, desde 2012, e que tem mostrado resultados positivos, nomeadamente, na participação na maior feira de turismo do mundo, em Berlim.

Esta parceria que entretanto se estendeu a e à Junta de Freguesia de Toulões foi lembrada na abertura deste colóquio pelo presidente do Município, Armindo Jacinto, no âmbito da integração de Toulões numa rede internacional que tem como tema as Peónias, género de plantas a que pertence a Rosa Albardeira, e que aproxima Toulões de Lorsch, cidade património da humanidade e o Monte Lushan, na China, também património da humanidade e Geoparque Mundial da UNESCO.

“É uma oportunidade para que possamos valorizar o património e dar a conhecer “Toulões, Aldeia da Rosa Albardeira” no País e a nível internacional”, referiu António Marcelo, presidente da Junta de Freguesia de Toulões, durante o colóquio que foi pequeno para receber todos os interessados na Junta de Freguesia e que teve de mudar, no último momento, para o salão do Centro de Dia.

Foram cerca de 100 participantes, na sua maioria locais, atentos aos exemplos apresentados pelas responsáveis alemãs e à pertinência do projeto de um jardim de peónias e da flora mediterrânica para Toulões.

Jutta Weber apresentou o Jardim das Peónias de Lorsch, enquanto atração turística e referência da cidade para a promoção do Geoparque de Bergstrasse-Odenwald, assim como o projeto cultural associado às Peónias, incluindo residências artísticas, intercâmbios com a China e Toulões e ainda exposições temporárias.

Marie-Luise Frey reforçou o papel da geodiversidade, enquanto formuladora de histórias e na diversificação da oferta turística, partindo de um registo fóssil excecional preservado em Messel que permite reconstituir uma etapa na evolução da vida e dos ecossistemas com 50 milhões de anos.

A serra da Murracha é um desses mananciais de geoistórias quase todas por contar. No dia em que as rosas albardeiras começaram a florir e foram visitadas por quase 200 pessoas, entre caminhantes, BTTistas ou curiosos que não hesitaram em seguir de carro ou mota os caminhos da serra até ao seu recanto mais precioso, também as parceiras alemãs não quiseram perder a oportunidade de ver a delicada espécie ibérica no seu habitat natural.

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