Inês Antunes lidera lista do Bloco de Esquerda
O Bloco de Esquerda apresentou uma lista às de março, “muito jovem, virada para o futuro, com várias gerações representadas”, com idades compreendidas entre os 18 e os 51 anos.
Trata-se de uma lista paritária, entre mulheres e homens, e com representantes a viver, trabalhar e estudar em diferentes concelhos do distrito.
Para o Bloco “é a lista que representa quem aqui nasceu, quem aqui estuda ou estudou, quem aqui decidiu viver e quem regressou ao distrito depois de várias vivências no País e no mundo.
É uma lista que junta pessoas com experiências profissionais e pessoais muito diversas. Uma equipa rica em ativismo e militância, aderentes e independentes, gente envolvida, seja em movimentos sociais, seja no Bloco de Esquerda”.
Efetivos:
1.ª – Inês Antunes – 25 anos – Castelo Branco
2.º – Pedro Mesquita – 25 anos – Fundão
3.ª – Catarina Taborda – 22 anos – Covilhã
4.º – Nuno Costa – 47 anos – Sertã
Suplentes:
1.ª – Fabíola Cardoso – 51 anos – Proença-a-Nova
2.º – Carlos Pereira – 37 anos – Fundão
3.ª – Joana Melo – 18 anos – Covilhã (independente)
4.º – Mário Camões – 33 anos – Castelo Branco (independente)
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Inês Antunes, na apresentação da lista, sublinhou estar em greve e elenclu os motivos.
“Hoje estou em greve.
Estou novamente em greve contra a precariedade e pela dignidade, seja onde for.
Estou em greve, porque acredito que o Estado deve ser o 1º a dar o exemplo e não conseguirá fazê-lo, recorrendo a falsos outsourcings, como acontece com a linha de atendimento da Segurança Social, para a prestação de um serviço tutelado, precisamente, pelo Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social.
Estou em greve, porque defendo um futuro para o Interior e esse futuro só será possível com condições de vida.
Estou em greve e apresento-me a eleições pela força que não dá descanso a quem explora, a quem oprime”.
Propomo-nos, com esta candidatura, a lutar por melhores oportunidades profissionais, mais qualificadas e por mais igualdade salarial.
É esta a força que me move para estar, lado a lado, com quem luta pela dignidade no mundo do trabalho, pelos direitos humanos, pelo acesso à habitação e pela democratização da cultura.
É esta a força que me move para estar, lado a lado, com quem compõe esta lista e que tanto me inspira. Gente que aqui vive e que contribui, diariamente, para o desenvolvimento do território.
Nascer e viver no Interior do país não é, nem pode ser, uma condenação.
A liberdade tem de incluir, também, a possibilidade de escolher viver aqui, onde a falta de acesso a cuidados de saúde e a transportes públicos, o escasso investimento na ferrovia, as portagens, a carência de serviços, o sistema educativo insuficiente e a escassa oferta cultural vão fazendo com que seja cada vez mais difícil fazer essa escolha e vão motivando o abandono, a desertificação e o consequente envelhecimento da população.
A candidatura do Bloco de Esquerda “quer trazer o Interior à discussão e ajudar na construção de uma sociedade menos desigual e mais justa.
No dia 7, estaremos com Mariana Mortágua na serra da Argemela (…) para conversarmos, mais uma vez, com as populações afetadas pela exploração de depósitos de lítio e outros minerais.
No dia 8, a visita será à Feira do Fundão, onde faremos uma arruada”.

