O ministro da Administração Interna assegurou hoje não estar minimamente afetado pelas polémicas que têm vindo a público e defendeu que o discurso na Madeira teve como objetivo responder a ataques populistas.
“Não me sinto minimamente afetado por esta situação. Enquanto tiver a confiança do senhor primeiro-ministro continuarei a trabalhar”, disse Luís Neves em resposta às questões da deputada socialista Isabel Moreira, durante a audição regimental na Assembleia da República.
O responsável pela pasta da Administração Interna quis ainda defender o discurso que fez na Madeira – muito criticado pela oposição -, em que fez esclarecimentos das polémicas relacionadas consigo durante uma cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos.
Luís Neves disse que a sua credibilidade e autoridade “foram atacadas de forma cerrada” e que, por isso, entendeu “que devia esclarecer perante altos responsáveis das forças de segurança” e mostrar que continua “motivado e focado e com todas as condições de determinação e capacidade para continuar a dirigir o ministério”.
“Não anunciei uma luta do Governo contra qualquer partido, fosse quem fosse. Respondi a ataques populistas dirigidos à minha pessoa e ao meu trabalho. Se há uma área vulnerável ao populismo é a segurança. Tenho a obrigação de fazer tudo para garantir à população que podem contar com as forças de segurança”, acrescentou o ministro da Administração Interna.
Texto: Lusa
Foto: Lusa
