Quase um ano após o acidente do elevador da Glória, em Lisboa, apenas quatro das 16 famílias das vítimas mortais chegaram a acordo para receber indemnizações. Sete processos continuam em negociação e os restantes aguardam trâmites legais ou documentação.
O acidente, ocorrido a 3 de setembro de 2025, provocou 16 mortos e 24 feridos. A Câmara de Lisboa aprovou medidas de apoio às vítimas e, quase um ano depois, a Fidelidade revela, em comunicado, que já “suportou diretamente, ou assumiu a responsabilidade pelo reembolso, de aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas”.
Nenhum dos feridos foi ainda indemnizado. A seguradora entende que “a avaliação indemnizatória definitiva apenas poderá ser realizada quando exista estabilização clínica que permita determinar, de forma adequada, a extensão das sequelas”.
O relatório final sobre o acidente, inicialmente previsto para 3 de setembro, foi adiado e deverá ser divulgado em março de 2027, devido à complexidade das perícias técnicas.
Entre os sobreviventes está um casal alemão e o filho de três anos, cuja história ficou conhecida na imprensa internacional como o “Milagre de Lisboa”. A família viajava na parte da frente da carruagem, a mais castigada pelo embate. A mulher foi operada a várias fraturas no Hospital de Santa Maria e manteve-se sempre consciente.
O marido chegou a constar da lista de vítimas mortais. No entanto, quando os avós do menor chegaram ao Instituto de Medicina Legal de Lisboa para reconhecer o corpo do filho, perceberam que aquele não era o seu descendente. Afinal, o homem estava internado no Hospital de São José.
Fonte: Sic Notícias
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