A frequentar a EBJI do Valongo, pertencente ao Agrupamento de Escolas Amato Lusitano, em Castelo Branco,a família quer agora colocar o filho na APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental para que seja acompanhado por profissionais qualificados
Beira Baixa TV – Como está o Carlitos, clinicamente?
Carla Silva – “O Carlitos, de saúde, está bem. Neste momento, está a frequentar a pré-escola no Valongo. Embora tenha feito seis anos em Junho, pedimos para que ele continuasse a frequentar a pré-escola, porque ainda usa fralda e precisa de ajuda para comer.
A escola já fez o pedido para ter uma pessoa sempre a acompanhá-lo, pedido que, no ano passado, foi negado, vamos ver este ano”.
Beira Baixa TV – Porque pretendem que ele comece a frequentar a APPACDM?
Carla Silva – “Pretendemos que o Carlitos frequente a APPACDM porque lá irá encontrar profissionais que estarão mais preparados para o ajudar no seu desenvolvimento e também porque lá poderá ser acompanhado nas terapias”.
Beira Baixa TV – A entrada na APPACDM, traria ganhos para a qualidade de vida do Carlitos?
Carla Silva – “Com a entrada do Carlitos na APPACDM, seria mais fácil para mim, pois já poderia regressar ao trabalho e estar descansada porque teria a escola e as terapias que tanta falta fazem ao seu desenvolvimento.
Também seria melhor financeiramente, já que pagamos terapias a título particular.
Tendo também as terapias na APPACDM, não seriam necessárias tantas deslocações, já que as terapias são diárias, ou seja, o Carlitos tem escola de manhã e as tardes são passadas nas terapias, de um lado para o outro”.
Beira Baixa TV – Vão iniciar o processo? Se sim, o que já fizeram nesse sentido?
Carla Silva – “Em relação ao processo, já contactei a APPACDM e fui informada que a instituição tem vaga. No entanto, a nível de burocracia e autorizações, nem sempre é fácil. Em primeiro lugar, vou ter de falar com a Educadora do Carlitos e pedir-lhe que faça um relatório. Nesse sentido, enviei-lhe um e-mail a pedir uma reunião para falar do assunto”.
Beira Baixa TV – Estão preparados para esta nova ‘luta’?
Carla Silva – “Nós queremos o melhor para ele, por isso, temos de ‘ir à luta’ e não desistir. Já ouvimos vários comentários de pais a dizer que não é fácil a entrada na APPACDM, mas não podemos desistir. Desde o momento que assumimos que o Carlitos viria ao mundo, decidimos que iríamos lutar para conseguirmos o melhor para ele”.
Dependendo da resposta social pretendida, o encaminhamento para a APPACDM pode ser iniciado pelo Agrupamento de Escolas, que terá de obter um parecer da EMAEI – Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva, e anexar toda a informação, tendo em vista a obtenção da autorização por parte do Ministério da Educação.
A Beira Baixa TV contactou a direção do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano que afirmou que, até esta sexta-feira, dia 23 de Outubro não tinha, ainda, recebido qualquer pedido ou requerimento neste sentido.
